“Se a gente pudesse, a gente também vaiava o resultado”, diz Douglas

Foto: Divulgação / EC Bahia

O Bahia faz um segundo turno oscilante, com mais resultados negativos do que triunfos. Após perder para o Ceará, no Pituaçu, o time tricolor perdeu a chance de assumir um lugar no G-6. De acordo com o goleiro Douglas, o momento não desanima os jogadores.

Entrevistado do dia no Fazendão, Douglas falou sobre os resultados recentes do Bahia no Brasileirão e garantiu que a confiança da equipe segue intacta. O arqueiro também afirma entender as vaias da torcida após a derrota em casa.

“Nossa convicção continua a mesma. Não vejo nenhum tipo de nervosismo a mais, que nosso time sinta isso. Acredito que a gente não conseguiu resultado ontem diante das circunstâncias difíceis que se apresentaram, diante da qualidade e fundamento da bola parada do adversário. Não vejo uma pressão a mais ou que nosso time tenha sentido essa cobrança a mais. A gente segue convicto e sabendo que mais importante do que entrar na 28ª rodada é entrar na 38ª rodada. Mais do que o G-6, a gente acredita muito em nosso desempenho. Se ficar pensando que tem que entrar no G-6 sem desempenho, sem pontuação, isso não vai acontecer. A gente entende perfeitamente a vaia após o jogo. Entendo que foi a vaia pelo resultado. Se a gente pudesse, a gente também vaiava o resultado”, falou o goleiro tricolor.

Sobre o revés sofrido diante do Ceará, o goleiro diz que o Bahia encontrou mais dificuldades contra a equipe cearense do que contra times da parte de cima da classificação.

“Lição é algo que a gente já sabe, que o Brasileiro é decidido nos detalhes, que a situação da equipe adversária não condiz, muitas vezes, com o que ela vai apresentar na partida. Ontem a gente enfrentou uma equipe que estava na zona de rebaixamento e que nos apresentou mais dificuldade que uma equipe que estava no G-4. Devido a situações internas e externas, falo da mudança do estádio, ambiente, iluminação, a gente tem que saber que o Brasileiro tem essas mudanças, circunstâncias que nos trazem dificuldade. A gente tem que estar preparado para tudo isso. A gente já passou por essas lições. É sempre revisar tudo o que já sabe e manter concentração e empenho para as partidas”, comentou.

Má fase dentro de casa

Nos últimos cinco jogos dentro de casa, o Bahia venceu apenas uma vez. Além disso, vem de três partidas, como mandante, sem saber o que é um triunfo. Douglas diz que o elenco tricolor precisa saber lidar com as frustrações para voltar a vencer diante da torcida.

“A gente tem estatísticas boas. Olhar para a tabela e ver que a equipe que a gente vai enfrentar está um ponto em nossa frente, é um confronto direto. Se torna um jogo decisivo, ver isso como oportunidade clara de passar um adversário. Evidente que a gente sempre projeta, planeja, é mais forte em casa, nosso torcedor cria expectativa muito maior de triunfos dentro de casa. Nessas últimas partidas, não aconteceu. Não vejo por desempenho ruim, mas por circunstâncias que a gente não soube superar. A gente não está desesperado, não está pessimista. A gente entende o desejo e expectativa da torcida, mas tem que estar preparado para saber lidar com essas frustrações, com esse momento de não tão bons resultados dentro de casa”.

Pressão no campeonato

“A gente é culpado por esse bom momento, boa classificação, expectativa boa. A gente sabe disso. A gente que colocou o Bahia nessa posição e aumentou a expectativa de nossa torcida. A gente está preparado para continuar fazendo esse bom trabalho e mantendo as atuações. Se continuar vencendo, a gente vai estar ali próximo e, no momento certo, entrar no G-6. Acredito que é uma pressão boa comparada com o ano passado, onde a gente olhava muito mais para baixo do que para cima. A gente tem procurado sustentar tudo isso com nosso desempenho. Vejo com naturalidade essa certa cobrança e impaciência da torcida. No sábado é uma oportunidade muito boa, contra um time que está um ponto em nossa frente, de conseguir o triunfo e passar eles”.

Atuação individual contra o Ceará

“Foi um pouco acima da média, pelas estatísticas eram de duas defesas por partida. Ontem foi um pouquinho mais. Acredito que por conta da característica e qualidade do adversário, principalmente nas bolas paradas. Vocês que estiveram presentes no estádio, principalmente mais próximos do gramado, viram que era a forma de se atacar e de ter chances de gol, era a bola parada. Infelizmente a bola não rolava da forma que a gente esperava. Analisando individualmente, foi um jogo em que a gente acabou não conseguindo evitar todos os gols, mas na maioria das intervenções foi feliz. Seguir trabalhando para que consiga voltar a ter jogos sem sofrer gols e a vencer, que é importantíssimo”.

Desfalque de Élber

“Confio muito no trabalho do Roger, na pessoa do Roger. É um dos melhores treinadores que já trabalhei pela sua lealdade, comprometimento com o grupo. Quem está entrando é por méritos. Não só da comissão, mas do grupo. A decisão que ele vier a tomar, vai ser a melhor. Não vejo com preocupação a saída do Élber, até[e porque ele entrou em uma saída do Lucca e desempenhou um excelente futebol e se tornou titular”.

O jogo entre Bahia e Internacional será disputado no sábado (26), na Arena Fonte Nova.

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